De acordo com a CropLife Brasil, o desempenho do setor foi puxado pelo manejo integrado de pragas resistentes e pela busca de sustentabilidade. No mesmo intervalo, a área tratada com bioinsumos cresceu 18%, passando de 39 milhões para 46 milhões de hectares.
Em nota, o gerente executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides, afirmou que a expansão da área tratada em ritmo superior ao valor movimentado indica a chegada dos biológicos a mais hectares, combinados ao defensivo químico no manejo integrado. Segundo ele, essa combinação amplia as ferramentas do produtor e ajuda no controle de pragas e doenças.
Entre janeiro e junho, os bioinseticidas responderam pela maior parcela das vendas, com R$ 858,2 milhões, o equivalente a 47% do mercado. Também lideraram em área tratada, com 16,4 milhões de hectares, ou 35% do total, em função do plantio do milho 2ª safra. Na sequência aparecem bionematicidas, biofungicidas e inoculantes, com ritmo de compra e aplicação mais concentrado entre junho e dezembro.
De janeiro a setembro de 2026, o País somou 61 bioinsumos com registro ativo. Desse total, 44 foram produtos de agentes microbiológicos, 9 de agentes macrobiológicos e 8 bioquímicos. Segundo a CropLife, o prazo médio para registro é de cerca de 20 meses para produtos biológicos e de 16 meses para produtos biológicos/orgânicos.
Os dados foram elaborados pela consultoria Move Analytics com base em informações oficiais do Agrofit, base estatística do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que considera apenas registros ativos.