O resultado é fruto da consolidação de um movimento que marca a produção agrícola do Cerrado brasileiro: a sucessão entre soja e milho. O conjunto de fatores inclui intensificação da agricultura de precisão, adoção de genéticas de soja com ciclo curto que antecipa colheita da leguminosa e investimento em infraestrutura de mecanização. Este sistema tem ampliado a janela de manejo para as duas safras.
Como base nessa tecnologia, o estado do Mato Grosso deve fechar a safrinha 2025/26 com produtividade recorde de milho, impulsionada pelo avanço da tecnologia agrícola no campo. Segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a produtividade média do cereal no estado deve passar de 120,28 para 128,64 sacas por hectare, superando a marca da safra anterior. O incremento é puxado principalmente pela região do Médio-Norte do estado, um dos polos mais tecnificados do agronegócio nacional.
Nesse contexto, os programas de melhoramento genético de milho ganham protagonismo. Com os preços do grão mais estáveis ao longo dos últimos anos — impulsionado pela demanda da indústria de etanol de milho —, o produtor encontra um ambiente favorável para investir no cereal e passa a buscar híbridos de milho com maior teto produtivo e estabilidade.
Um dos destaques tem sido o híbrido SHU6525 PRO4, da Shull Seeds. Resultados em áreas comerciais apontam produtividades superiores a 190 sacas por hectare no Médio-Norte de Mato Grosso, com picos acima de 200 sacas. O maior resultado registrado até o momento foi em Boa Esperança do Norte, onde foram colhidas 216,8 sacas por hectare.
Para o gerente regional da Shull Seeds no Mato Grosso, Bruno Casati, os resultados são fruto de uma conjunção de fatores. “É raro um híbrido com esse nível de desempenho mesmo dentro do segmento de alto investimento. Trata-se de um material diferenciado que vem confirmando em campo a expectativa criada durante seu desenvolvimento”, afirma.